Temos uma tendência natural em não se preocupar com assuntos, que em um primeiro momento não nos parecem tangíveis. Realmente isso é algo inerente ao ser-humano, esta sensação de algo nunca vai nos acontecer embasada no fato de nunca ter nos acontecido antes. Quem nunca pensou assim? Ou quem nunca ouviu frases como estas:

⦁ “Já implementamos todos os controles de segurança necessários”
⦁ “Nossa gestão de riscos é super eficiente”
⦁ “Temos que ser positivos, nada de ruim acontecerá conosco”
⦁ “Vai dar tudo certo !!!”
⦁ “O Brasil é um país abençoado, não existem desastres por aqui”
⦁ “Isso é um luxo para nós”


No Brasil esse comportamento é ainda mais evidente, e é só olharmos para os números para constatar que se preocupar com possíveis incidentes não é o nosso forte. Estima-se que 70% da frota brasileira de veículos circula sem qualquer tipo de seguro automotivo. Quando falamos em seguro de vida esse número é ainda mais expressivo, apenas 15% da população possui este tipo de proteção. Antes que a maioria pense que estes números se devem às classes sociais mais baixa, deixa eu dar um último dado: Apenas 28% da classe A/B contam com seguro de vida.

Se tratando do mundo dos negócios, muitos empresários, gestores ou líderes, carregam esta crença de modo subconsciente consigo. Então justificar a necessidade de um “gasto” com uma gestão de continuidade de negócios eficiente, se torna um árduo desafio para muitos profissionais de empresas de qualquer tamanho. Então como justificar esse “luxo” necessário?

Existem números da britânica PwC, que dizem que 90% das empresas que perdem seu datacenter e não tem um plano pré-existente de sobrevivência, saem do jogo em 18 meses. Segundo o Garnter, 93% dos negócios que sofrem perdas significativas de dados fecham em 5 anos. Já o Records Administration in Washington publicou um dado, que 93% das empresas que perderam seu datacenter por 10 dias ou mais faliram em 1 ano, sendo que 50% destas empresas faliram imediatamente.

Fenômenos naturais, ataques cibernéticos, roubos, fator humano, todos estes são possíveis fatores que podem levar qualquer empresa a um estado de desastre.

Ter um Disaster Recovery Plan (DRP) não é um luxo para grandes instituições financeiras, multinacionais ou companhias de capital aberto, é algo essencial para qualquer tipo de empresa de qualquer tamanho. O princial objetivo de um DRP é de permitir que um negócio sobreviva a um desastre e que sua operação seja reestabelecida o mais breve possível. Ter um DRP não sinônimo de estar livre de qualquer incidente ou prejuízo, mas sim de que caso isso ocorra, o downtime é a perda de dados sejam mínimos.

Existem duas métricas importantes para medir a eficiência e eficácia de um Disaster Recovery Plan, são elas:

RTO (Recovery Time Objective) – É o tempo máximo tolerável para que os serviços sejam restaurados, a fim de não prejudicar a continuidade do negócio.

RPO (Recovery Point Objective) – é o ultimo ponto de restauração aceitável de recuperação de dados após um desastre. Em outras palavras é quantidade máxima de dados que podem ser perdidos após um desastre.

Tanto o RTO quanto o RPO são definidos em uma Análise de Impacto de negócios ou BIA (Business Impact Analysis)

Para exemplificar melhor, se meu RTO é de 3 horas e meu RPO é de 30 minutos, isso significa que após um desastre, minha operação deve estar funcionando nó máximo em 3 horas e com os dados iguais ao de 30 minutos antes da falha.

É claro que um RPO e RTO ideais seriam os mais próximos de 0, mas isso é praticamente impossível e quanto mais próximo de 0 maior o custo do projeto e manutenção do DRP. Por isso o interessante é ter uma análise de impacto bem estruturada e aderente ao seu negócio.

Com o Opus SmartMirror nós ajudamos sua empresa em todo o processo de DRP. Além de replicarmos todo seu ambiente para a nossa infraestrutura, nossa equipe vai conhecer seu negócio para auxiliar a criação do seu plano de recuperação de desastres.